Quinta-feira, Abril 14, 2005

That’s all, folks



É, faz exatamente sete meses que cheguei à Filadélfia. Apesar de ter horas em que eu achava que já estava aqui há uma eternidade, passou rápido para caramba. Rápido mesmo. Não deu para conhecer tudo, ir a todos os lugares legais, voltar naqueles de que mais gostei. Não deu para plantar raízes nesta cidade, para ter um círculo de colegas americanos com quem conviver. Atribuo isso a mim mesma, a minha timidez ou às vezes à birra com lugar tão frio no qual vim me meter. E, claro, à primeira vez fora da minha cidade, do meu país, longe da minha gente.

Eu me percebi mais apegada às pessoas e à vida que levava do que poderia imaginar. Desatar os nós foi dolorido e nem sei se o fiz de fato. Claro, da próxima vez será muito mais fácil e assim sucessivamente, tenho certeza, mas o choque inicial foi grande. E valeu como um aprendizado.

Agora que o frio tá passando, a Filadéldia deixou de ser um fardo – é, podem dizer que mudei de opinião porque estou indo embora. Na realidade, ela te oferece locais muito bonitos e caminhar pelas ruas ainda continua sendo uma boa novidade. Claro, minha constatação de que o gosto musical local é uma porcaria não mudou. Mas talvez (vou conceder essa) eu não tenha ido aos lugares certos. Duvido, mas quem sabe...

Apesar de não poder dizer que fiz amigos americanos, tive o prazer de conhecer gente muito querida e amiga vinda de mil cantos do planeta. Minha festa de despedida reuniu Coréia, Japão, Costa do Marfim, Brasil, Venezuela, Irã, Itália. E ainda ganhei um jantar com a Índia dois dias atrás. Essa interação me fará falta quando voltar. E, por mais paradoxal que soe, estar em uma cidade com muitos estrangeiros nos faz nos sentir um pouco menos fora d’água, menos “diferente”. Imagine se eu tivesse ido parar no Wyoming? Ou no Kansas?

Por fim, esse também foi meu primeiro casamento de fato. Poderia ter sido mais idílico, mais lua-de-mel. Em contrapartida, foi muito mais real. E nos deu mais certeza de que queremos ficar juntos, mesmo se alguns dias forem complicados. Porque vale a pena. E porque, como a Paola escreveu no blog dela e um monte de gente assinou em baixo, eu acredito no amor.

PS: Estou voltando para o Brasil em uma semana e não mais escreverei por aqui. Depois de seis meses e uma semana de Spik Slouli Plis, é hora de dizer tchau – foi muito bom pra mim. Foi bom pra vocês?

Domingo, Abril 10, 2005

Televisão - parte 2



Já me falaram que tá a maior febre de reality shows no Brasil. Bem, que isso é cópia dos Estados Unidos não há dúvida. Com custos de produção baratos – que contrabalançam os milionários sitcoms –, os programas que levam realidade à TV (ou fingem levar) se reproduzem exponencialmente na terra do Tio Sam e, claro, comprovam que falta de criatividade é um fenômeno da TV em qualquer lugar. Não apenas isso, também em qualquer lugar, alimenta-se e realimenta-se a curiosidade do público em saber de intrigas, fofocas e besteiras passadas em frente às câmeras, mas protagonizadas por gente do “mundo real”.

Não dá para estipular um número exato de shows, mas há basicamente três estilos: o primeiro é o reality show de formato competitivo, no qual os oponentes estão reunidos em um lugar e precisam ganhar o jogo em equipe ou individualmente. Nesse caso, entram programas como The Apprentice (no qual os participantes são executivos em potencial), apresentado por Donald Trump; The Contender (boxeadores), apresentado por Stallone; The Losers (para gordinhos que precisam emagrecer em conjunto); The Survivor (o original de No Limite); The American Idol (o original de Fama), Project Runway (com estilistas – confesso, assisti a esse inteirinho) etc, etc, etc. Entre eles, há ainda o Mr. Romance, no qual 12 homens bonitos e sarados – mas canastrões até a raiz dos cabelos – estão internados em uma academia de artes de sedução com o objetivo de se tornarem galãs de novelas, ou melhor, soap operas.

O segundo estilo simplesmente retrata a vida de pessoas, cujo cotidiano parece ser interessante o suficiente para ir parar na TV. Aqui temos The Gastineau Girls, no qual mãe e filha peruésimas mostram como é sua vida de glamour em Nova York – em suma, trata-se de uma apologia a mais fútil das futilidades. Tem ainda The Simple Life, no qual Paris Hilton se embrenha na verdadeira América para aprender sobre a vida, ordenhar vaca, alimentar cavalos e fazer outras tarefas de gente da roça. The Osbournes e Na Real, da MTV, também se enquadram nessa categoria, assim como outro programa da emissora chamado Strange Love (a história de “amor” da Brigitte Nielsen – lembram dela? – com um rapper horroroso de dentes de ouro).

Enfim, o terceiro tipo de reality TV são os makeover shows, em que “gente como a gente” ganha um novo look, um novo guarda-roupa, uma casa totalmente redecorada, uma casa consertada ou uma casa com equipamentos de segurança dignos da CIA. Só numa pesquisa rápida (e olha que eu não tenho antena para acessar as TVs abertas), consegui achar 15 programas do gênero, como How do I look?, What Not to Wear, House Invaders e Plastic Surgery: NY Style. Mesmo adorando The Queer Eye for the Straight Guy, em que gays dão um trato no hetero para deixar a mulherada bem mais feliz (e aqui eles também tem a versão Queer Eye for the Straight Girl), tenho de reconhecer que esses programas correm sobre uma linha tênue entre ajudar uma pessoa a se sentir melhor e mais confiante e ser facista ao ponto de desconsiderar qualquer gosto pessoal. Eis uma lição que vale para mim, para eu parar de tentar deixar meu noivo mais fashion. Vamos ver se eu consigo...

Sexta-feira, Abril 01, 2005

Televisão – parte 1



Que os americanos são bons de venda ninguém duvida (haja vista a quantidade de lixo hollywoodiano que circula no mundo). E a televisão parece ser um meio super-ultra-mega eficaz para tanto comércio. Em meu plano de TV a cabo, tenho direito a nada menos que 10 canais exclusivos de vendas, que vão de utensílios para cozinha a jóias, muito jóias (sim, as americanas nutrem uma paixão escandalosa por diamantes). Isso sem contar os shows avulsos de venda que assaltam os outros canais a partir da madrugada – a típica programação paga que, no Brasil, é quase toda dominada por pregações evangélicas. Ah, e também têm as propagandas durante a programação normal que, em quase 80% das vezes, nos apresentam a última maravilha criada para esculpir seu corpo em apenas 20 minutos três vezes por semana (ãhã...).

Há coisas escabrosas como cardigãs rosa-chá com flamingos bordados em paetês e abajures em forma de cogumelo de vidro a show de facas (tem sim, Érica, mas não são as facas Ginsu), venda de colchão com tecnologia da Nasa (retórica usada repetidamente para os mais diversos produtos ), bonecas para colecionadores, leilão de gado e quadros de péssima qualidade. Há, como já disse, as jóias que, sozinhas, respondem por três canais exclusivos e programas de longa duração em outros três canais.

Por fim, há a minha tentação: produtos de beleza. Cara, sinceramente, você sabe que tudo é uma questão de marketing mas, dependendo da sua disposição no dia, eles te convencem de que aquela gororoba à venda vai te fazer mais bonita, mais jovem, ter a pele mais linda e uniforme, ter o cabelo liso sem nenhum pingo de esforço, dar adeus às rugas na região dos olhos, garantir um pescoço sem marcas do tempo, etc etc etc. Confesso que se eu tivesse cartão de crédito, correria sério risco de comprar uma “chapinha de porcelana (mas não só de porcelana) com tecnologia patenteada que alisa o mais difícil de todos os cabelos e ainda deixa um aspecto totalmente natural”, um aparelho de dermoabrasão portátil “até hoje somente utilizado em spas e clínicas de esteticistas caríssimas e agora disponibilizado para você, consumidora” e a linha de produtos rejuvenescedores da Cindy Crawford. Afinal, é a Cindy, né?


E o melhor, tudo isso daria menos de 200 dólares, com direito a reembolso se eu não gostasse dos produtos. Viu, não dá para balançar a determinação de qualquer um?


Mudando de assunto

Todas as televisões de notícias praticamente não deram outra coisa senão a cobertura da morte da Terry Schiavo. É quase impossível não ter optado por um lado (por mais doloroso que seja, eu optei pelo do marido), mas não acreditei no que um jornalista da NBC falou ontem. Ele – que supostamente deveria ser imparcial – disse que os verdadeiros cristãos seriam, naquele momento, separados dos falsos cristãos. Como é? Não consigo conceber como um profissional de imprensa, ancorando seu noticiário, joga uma dessas.

Quem se saiu bem foi o South Park, que lançou um episódio claramente baseado no embate tira-ou-não-tira-o-tubo-de-alimentação. No desenho (não estou contando tudo), um dos personagens entra em estado vegetativo e divide a cidade entre os que querem e os que não querem mantê-lo vivo artificialmente. Depois de achar a última folha do testamento (que, claro, havia sido perdida), o advogado lê, enfim, o último desejo do paciente: “se algum dia eu ficar em estado vegetativo, por favor, não me exibam como um pedaço de carne deprimente no circo da televisão.” Uh, o golpe vale para todo mundo.

Segunda-feira, Março 28, 2005

O que você sabe?



Escapei do Provão no Brasil, mas não escaparei nos Estados Unidos. Qualquer pessoa que queira se inscrever no processo seletivo da pós-graduação nos EUA precisa se submeter a um teste no qual a rapidez e o raciocínio lógico do candidato são avaliados. Esse exame, que vale tanto para americanos quanto para estrangeiros, é crucial para quem busca algum tipo de bolsa – claro, quanto maior a nota, maior a chance de uma ajuda financeira (a única forma que nós, gente de classe média de países do “Terceiro Mundo”, temos para pagar a fortuna cobrada por um mestrado ou um PHD por essas bandas). O problema é que nos simulados que fiz até agora minha nota variou entre média e um pouquinho acima da média. E aí?

Confesso que estou chateada, desestimulada, com baixa auto-estima, ansiosa. Poxa, mesmo que eu ainda esteja estudando, bateu aquela sensação “e se não der?” Sei que tenho de reverter isso com esforço redobrado, foco, obstinação, mas é que baques são sempre ruins. Sempre.

Além disso, não sei se isso acontece com todo mundo, mas volta e meia me questiono: O que eu sei de verdade? O que produzo de conhecimento? Qual é a minha relevância? Como jornalistas, temo que sabemos muito pouco sobre um monte de coisa, e muitas dessas coisas são apenas grandessíssimas bobagens. Se essa é uma generalização burra ou se ofendi alguém, me desculpe, mas às vezes acho que jornalismo mais nos fechou que abriu a mente. E fechou mais porque sinto que encaixamos a nós mesmos em rótulos de “inteligentes” e, pronto, ali ficamos confortáveis nos achando o máximo, descolados, vanguarda. Será que somos isso mesmo?

Bem, em todo caso, essa dúvida existencial sempre esteve comigo. Talvez eu nunca consiga respondê-la. Talvez precise ir para o analista. Talvez...

Quarta-feira, Março 23, 2005

Reinado dourado



Os Estados Unidos é um dos países com maior diversidade de culturas que existe. Aqui tem exatamente gente de tudo que é canto e de tudo que é cor, branca, preta, amarela, vermelha, terracota, cinza, azul, bordô, xadrez. Tem pouco cruzamento, mas tem gente falando no celular em outra língua a cada esquina – tá, isso rola mais em NY que na Filadélfia, mas até aqui as etnias são inúmeras. MAS, apesar de tudo isso, uma certa espécie reina absoluta no território do tio Sam: a LOIRA.

Os machos já pensarão que isso é despeito ou um certo complexo de inferioridade, mas não se trata disso. Embora confesse que não nutro nenhum amor pelas blond girls, a questão é outra: tudo gira em torno de um cabelo amarelo. Há uma semana, por exemplo, um programa de duas horas (programa inútil, eu sei) mostrou as 50 louras mais quentes de Hollywood. Na lista, havia algumas mocinhas que conquistaram madeixas platinadas graças à farmácia... É claro que todas não se cansaram de repetir que as loiras se divertem mais e melhor que as morenas. Então, se é para continuar o estereótipo, digo que elas também são mais fáceis e mmmmuuuuuito burras.

No jornalismo, vi uma apresentadora asiática, uma negra e uma penca de loiras dos mais variados matizes. As artistas negras clareiam o cabelo, coisa que pode até ficar cool na TV ou na Bioncé – cujo cabelereiro deve custar 5 mil dólares por semana. Mas na vida real, as cabeleiras inspiradas na cantora chegam a dar medo.

Nas revistas de moda, novamente as modelos loiras superam todas as outras cores. Hitchcock era outro que só escolhia loiras para protagonizar seus filmes. Fala sério, dá um tempo. Não há dúvida de que aqui tem muito mais loira de verdade andando pelas ruas, mas será que elas precisam ofuscar todo o resto da humanidade?


Ah, pelo menos, posso curtir uma vingancinha contra essa hegemonia. Não sei se esse programa passa no Brasil nos canais a cabo, mas alguns já devem ter ouvido falar de um radialista nova-iorquino chamado Howard Stern. O cara ficou famoso por levar mulheres para o estúdio e mandá-las tirar a roupa. Talvez porque a audiência ficasse babando colada ao rádio ou não acreditasse muito que as mulheres realmente estivessem nuas, o programa foi parar na TV. É uma excrescência, com um bando de mulher estúpida achando que é o maior legal tirar a roupa toda em um estúdio de televisão para responder perguntas absolutamente grosseiras sobre sexo ou então participar de joguinhos no mínimo humilhantes (tipo enfiar uma salsicha na boca até a garganta e cantar ao mesmo tempo ou andar de quatro tentando encaçapar bolinhas com a cabeça). Antes que me perguntem porque eu assisti a isso, explico: fiquei tão chocada quando me deparei com o programa enquanto dava uma zapeava básica que precisei ver do que se tratava (principalmente para poder falar mal com base). Bem, voltando à vingança – quem vocês acham que mais aparece para arrancar blusas, calças e tangas? Loiras, é claro.

Domingo, Março 20, 2005

Verdades e mentiras



Sexta-feira foi meu último dia de aulas na escola de inglês. Depois de dois períodos letivos de 11 semanas cada, eu já não agüentava mais olhar para a cara de algumas das professoras, uma delas em especial, que, para mim, representa tudo com o que eu não quero conviver nos States: o Middle American – aquela pessoa que, por exemplo, acha muito válido as escolas ensinarem criacionismo (Adão e Eva foram criados por Deus, que criou o mundo em sete dias) no MESMO patamar de teorias científicas como evolução (embora haja várias vertentes de como a evolução das espécies teria ocorrido, algumas discordando de Darwin, ninguém conseguiu destruir essa teoria até hoje). Tudo bem, a minha birra com a professora só não é maior porque eu acho que ela não votou no Bush.

Tirando isso, tenho alguns prós e contras de estudar inglês no exterior. Aqui vão:
Pró:
- Aulas diárias de inglês são realmente muito melhores do que duas horinhas de aula duas vezes por semana. E seu professor só fala em inglês.
Contra:
- Fora seu professor, você fica exposto somente a bad English. Se sua turma é composta apenas por asiáticos, o inglês é mais bad ainda (que me perdoem os japoneses, chineses, coreanos, taiwaneses, mas isso é verdade).

Pró
- Você tem de escrever textos de duas a três páginas em inglês, o que te impele a aprender e pesquisar novos vocabulários.
Contra:
- Se a professora te trata como débil mental do primário, os temas escolhidos por ela para os tais textos são tão idiotas quanto (tá, eu sei, isso é birra pessoal).

Pró:
- Você treina inglês ao conversar com seus colegas de outros países.
Contra:
- Como eles também não sabem todas as regras, é fácil cair em um “inglês internacional”, em que erros são cometidos a torto e a direito e nunca consertados. É muito mais fácil de entender, mas às vezes fazemos coisa do tipo: Is the doctor attending today? (to attend significa comparecer, não atender).

Pró:
- Seu vocabulário aumenta de fato.
Contra:
- Se você vive entre familiares, amigos ou namorados e noivos da mesma nacionalidade que a sua, falar em inglês em casa vira um desafio, poucas vezes vencido. Eu sempre peço pro Dei falar inglês, mas, sem perceber, acabamos voltando para o português depois de alguns minutos. Isso é comum e contraproducente. Não há como negar, é mais natural. Mas um senhor venezuelano que estuda comigo, por exemplo, mora aqui nos EUA há dois anos e meio e praticamente não aprendeu o idioma. Em Nova Iorque, as pessoas brincam que se você se perder em Chinatown, nem cogite a possibilidade de perguntar informação para as pessoas na rua porque ninguém sabe falar inglês no bairro.

No final das contas, acho que, mesmo com muitas críticas ao curso que fiz, não me arrependo do investimento feito. Se pudesse fazer de novo, provavelmente mudaria algumas coisas e teachers (principalmente teachers), mas como não posso, agora é tratar de não esquecer o que aprendi...

Sábado, Março 12, 2005

Joões e Marias gasolinas



E depois dizem que eles invadiram o Iraque para levar democracia até aquelas terras...
Nos últimos tempos, os norte-americanos estão esperneando por causa da alta do petróleo. Jornais, comentaristas, televisões e sites andam trompeteando por aí que o consumidor final vai ter que desembolsar uma fortuna para encher o tanque de gasolina. As expectativas são de que o galão passe a custar entre 2,10 e 2,20 dólares o galão (3,89 litros), contra a variação de 1,85 a 2,00 de hoje. Agora, só a título de curiosidade, vocês sabiam que isso é 62% MAIS BARATO do que o que nós, brasileiros, pagamos pela gasolina?

Pois é... Deixa eu explicar meus cálculos – o petróleo é uma commodity internacional, portanto tem seu preço fixado em dólar. Isso significa que, em tese, todo mundo paga a mesma quantidade de verdinhas para levar um barril de óleo para casa. Por isso, vou converter os preços em reais para dólares. Em Brasília, segundo minha fonte Aline, a gasolina custa mais ou menos R$ 2,25 o litro. Multiplico esse número por 3,89 e tenho R$ 8,7525 por galão. Agora dividindo esse valor pela cotação do dólar (2,70), isso dá 3,24 dólares. Ou seja, enquanto vocês pagam 3,24 dólares por galão, os americanos pagam entre 2 e 2,10. E mesmo que eu use valores mais baratos como os cobrados em Sampa e no Rio, ainda assim, a diferença continuará alta.

Como pode um negócio desse? Ou os impostos sobre o produto são altos demais no Brasil ou a Petrobrás tá lucrando horrores (estou provocando a Ana, eu sei) ou seu Bush subsidia o gás aqui a valer. Ou os três juntos. Agora dá para entender um pouco mais por que americano adoooooora carro beberrão. Eles simplesmente podem pagar. Não existe o conceito de carro econômico por aqui – ou melhor, pode até existir, mas ele não sai das concessionárias porque, sem exagero, de cada 10 carros que circulam pelas ruas dos States, pelo menos metade são SUVs (Cherokees, LandRovers e toda sorte de jipinhos ou light trucks como são classificados nos Estados Unidos). Pelas leis desse país, esses veículos podem consumir cerca de 20 milhas por galão ou apenas 8,274 quilômetros por litro. É, por que mesmo eles não querem assinar o protocolo de Kyoto?


PS: Sei que esse post ficou meio panfletário. Por isso, devo confessar que eu acho os jipinhos lindos!